Por Ana Paula Pereira e Windson Souza
O Enecult de 2009 foi fechado em grande estilo na noite de 29 de maio com a Aula Show de José Miguel Wisnik e Arthur Nestrovski, no auditório da reitoria da UFBA. A dupla vem apresentando esta aula por todo o Brasil, tendo sempre um tema diferente pra cada região visitada, as apresentações intercalam música e palestra, envolvendo toda a platéia. As letras foram cantadas por Wisnik, e Nestrovski acompanhou tocando seu violão.

A Aula Show se inicia.
A atração de abertura também foi de grande qualidade, com apresentação instrumental de Lucas e Pedro Robato, ambos integrantes da orquestra sinfônica e ganhadores de prêmios dentro e fora do Brasil. Após a abertura, entrou em cena Wisnik e Nestrovski com a bela canção Tempo sem tempo, seguida pelo Baião De Quatro Toques. Depois, Wisnik informou um pouco sobre o trabalho realizado através das aulas shows no Brasil, e entreteu a platéia como uma divertida canção que dizia: “só duas coisas tem valor na vida: comida e bebida”.

Wisnik cantou e tocou nessa noite de sexta.
Após isto, Wisnik falou sobre os momentos fundamentais da Música Popular Brasileira, e após fazer reflexões sobre a bossa nova e comentar fatos sobre Vinicius de Moraes até Barack Obama, cantou A Felicidade, de Vinicius e Tom Jobim, contando com a apoio vocal da platéia. A música em seguida foi Assum Branco, inclusive foi durante esta canção que Wisnik se sentou ao piano, proporcionando um dos mais belos momentos da noite, interpretando também Assum Preto, de Luiz Gonzaga . A seguir ocorreu um momento de descontração com a divertida música Trio de Efeitos, composta por José Miguel Wisnik e Luís Tatit. Depois de se divertirem, a platéia se emocionou com a próxima canção interpretada, vale a pena destacar o refrão: “Se o homem ama por amar e a mulher ama por amor, quem vai poder nos abraçar e compreender a nossa dor?”. Essa canção foi feita para a montagem da última peça de Nelson Rodrigues, intitulada A Serpente. Ainda aproveitando essa atmosfera, Wisnik cantou Pecado Original, de Caetano Veloso, também baseada em texto de Nelson Rodrigues. Ele destacou a competente capacidade dialógica contida na letra.