Cultura não tem fim no encerramento do V ENECULT

1 06 2009

Por Josciene Santos e Juan Brizuela

A última mesa do V Enecult na sexta-feira, e talvez a mais esperada,  foi sucesso de público. O auditório da Facom ficou lotado e muita gente teve que assistir à palestra em pé. Não poderia ser diferente. Tendo como tema  Políticas de Cultura e Políticas de Comunicação e como palestrantes o espanhol Francisco Caballero (Universidad de Sevilla), Orlando Senna (MinC-Brasil) e  César Bolaño (UFS-Brasil), a mesa discutiu a crise do papel do Estado-nação como principal ator de políticas públicas de cultura e de comunicação bem como a crise da participação pública nas discussões acerca do tema. Orlando Senna, no entanto, preferiu usar seus 30 minutos de fala para relatar sua experiência profissional a frente da Secretaria Nacional do Audiovisual.

Em seu relato, algumas afirmações suscitaram inúmeras questões que apimentaram o debate. Senna sublinhou que, quando assumiu o cargo, o Ministério não possuia infra-estrutura que garantisse o bom andamento dos projetos relacionados às políticas culturais para a área, sendo então necessário pelo menos um ano para reorganizar o Ministério e as secretarias e mesmo para repensar os conceitos com os quais ia-se trabalhar, inclusive o conceito de Cultura. Segundo Senna, não era só o MinC que não tinha sido um Ministério, mas também as secretarias não funcionavam como tais.

O debate não tem fim no V ENECULT
O debate que seguiu as palestras, apesar de curto, pois haveria uma outra atividade logo em seguida, abordou também temas que não puderam ser  amplamente contemplados durante as exposições dos convidados, por exemplo, a Conferência Nacional de Comunicação que, segundo Albino Rubim, que propôs a questão, tem debatido pouco a Cultura, como se a Comunicação pudesse ser separada da Cultura. Alexandre Barbalho, que também assistia a palestra colocou uma outra questão também nesse sentido: Como está se passando a confluência entre os Ministérios da Cultura e da Comunicação dentro da tendência contemporânea de imbricamento das áreas da Cultura e da Comunicação? Já se consegue perceber algum tipo de integração entre esses Ministérios? Questão para se refletir.





Comunicação e Cultura por Luis Albornoz

29 05 2009

Por Renata Rocha e Fernanda Pimenta

Uma boa notícia para interessados no tema dos observatórios de comunicação e cultura é que o professor Luis Albonoz, da Universidade Carlos III de Madrid, gentilmente cedeu os slides de sua Palestra, para disponibilização em nosso blog.

Vejam aqui!





Ser queer é uma posição política?

29 05 2009

Por Maycon Lopes e Rafael Rebouças

A representação social da homossexualidade nas telenovelas da Rede Globo foi a abordagem da mesa-coordenada do grupo de pesquisa CUS – Cultura e Sexualidade, liderado pelo Prof. Dr. Leandro Colling (IHAC/UFBA), vice-coordenador do CULT. A Mesa aconteceu ontem, às 14:30h na Facom. Em meio à apresentação de substantivos conceitos, em diálogo com estudiosos/as que teorizam não somente as margens, como a própria norma, urgia a primeira questão — que até daria um enigmático jogo de curtas palavras: que é queer? Coube a Marcelo Lima, integrante da Mesa, a tarefa de tentar responder à essa, nós diríamos, incitação. Queer, nos EUA, é um modo de apontar, verbal e ofensivamente, a quem no Brasil chamam(os) de viado, bicha, sapatona. Na tradução literal para o português, queer é nada menos que estranho. E é justamente essa condição de estranheza e diferença que é prezada, no âmago da política queer, como a reapropiação positiva do termo, ou do ser.

Após as apresentações dos integrantes da Mesa, deu-se aberto o debate. Os presentes contribuíram com perguntas, opiniões e outras observações. Fora problematizada uma categoria de resultado da metodologia utilizada pelo grupo para a análise nas telenovelas, que aponta, dentre outras possíveis conclusões, a humanização das personagens homossexuais, este foi, sem dúvida, a questão central da discussão. O que grupo entende por humanização? O professor Leandro Colling fez questão de frisar que esta não está associada à carga de bom-mocismo que pesa sobre ela, e que, portanto, humanizar ou não uma personagem parte sobretudo de uma questão: é mesmo possível existir alguém assim? Além disso, o integrante João Araújo afirmou que não há intenção em elaborar um receituário para a teleficção, embora essa categoria da “humanização” presente na metodologia revele uma preocupação do grupo com o respeito à diversidade sexual, e o que o consumo cultural pode desempenhar nesse processo. A pergunta levantada pelo público reflete também a crescente cobrança para que a academia assuma uma posição política, como se fosse mesmo possível a existência de uma teoria para além da realidade.

Sala 03 – FaCom
Mesa coordenada: Telenovela, gênero e universo LGBT
Participantes:
- Marcelo Lima (coordenador) – “Mr. Nice Gay – A análise do personagem Adamastor na novela Pedra Sobre Pedra”
- Tiago Santos de Santana – “O triunfo da sensibilidade: A representação da homossexualidade feminina em A Favorita”
- João Eduardo Silva de Araújo -  “Até que nem tanto esotérico assim – Representação da homossexualidadeem Suave Veneno”
- Júlio César Sanches – “Gay, bi ou hetero (normativo)? – A homossexualidade masculina na novela A Favorita”





Cultura, Comunicação e Contemporaneidade: Falando de quase tudo o que há no mundo

20 05 2009

Por Geise Oliveira

A palestra sobre  Cultura, Comunicação e Contemporaneidade será ministrada por Luis Albornoz, teórico especializado em comunicação, tecnologia e sociedade. O encontro, que faz parte do V Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura – V Enecult, irá se realizar no dia 28 de maio, quinta feira, às 9 horas da manhã na Reitoria da UFBA.

Luis Albornoz é professor do Departamento de Jornalismo e Comunicação Audiovisual da Faculdade de Humanidades, Comunicação e Documentacção da Universidad Carlos III de Madrid-Espanha, Presidente da União Latino-Americana de Economía Política da Informação, Comunicação e da Cultura – ULEPICC e autor dos livros: Enfim sós. A televisão no Mercosul e Jornalismo Digital.