Por Renata Rocha
Mais uma novidade em nosso blog! A professora colombiana Marta Elena Bravo, gentilmente cedeu os slides de sua apresentação, que aconteceu na Mesa Redonda I – Estudos da Cultura, na reitoria, no dia 27 de maio.
Por Renata Rocha
Mais uma novidade em nosso blog! A professora colombiana Marta Elena Bravo, gentilmente cedeu os slides de sua apresentação, que aconteceu na Mesa Redonda I – Estudos da Cultura, na reitoria, no dia 27 de maio.
por Maycon Lopes
Para quem não teve oportunidade de acompanhar, ou mesmo para quem deseja rever, segue abaixo curtos trechos da mesa-coordenada Telenovelas e universo LGBT, proposta pelo grupo de pesquisa Cultura e Sexualidade (CUS), liderado pelo Prof. Dr. Leandro Colling (IHAC/UFBA).
No primeiro vídeo, Marcelo Lima nos fala a respeito da utitilização da terminologia “queer” pela teoria, a fim de, politicamente, resignificar o seu sentido originário.
Por Josciene Santos e Juan Brizuela
A última mesa do V Enecult na sexta-feira, e talvez a mais esperada, foi sucesso de público. O auditório da Facom ficou lotado e muita gente teve que assistir à palestra em pé. Não poderia ser diferente. Tendo como tema Políticas de Cultura e Políticas de Comunicação e como palestrantes o espanhol Francisco Caballero (Universidad de Sevilla), Orlando Senna (MinC-Brasil) e César Bolaño (UFS-Brasil), a mesa discutiu a crise do papel do Estado-nação como principal ator de políticas públicas de cultura e de comunicação bem como a crise da participação pública nas discussões acerca do tema. Orlando Senna, no entanto, preferiu usar seus 30 minutos de fala para relatar sua experiência profissional a frente da Secretaria Nacional do Audiovisual.
Em seu relato, algumas afirmações suscitaram inúmeras questões que apimentaram o debate. Senna sublinhou que, quando assumiu o cargo, o Ministério não possuia infra-estrutura que garantisse o bom andamento dos projetos relacionados às políticas culturais para a área, sendo então necessário pelo menos um ano para reorganizar o Ministério e as secretarias e mesmo para repensar os conceitos com os quais ia-se trabalhar, inclusive o conceito de Cultura. Segundo Senna, não era só o MinC que não tinha sido um Ministério, mas também as secretarias não funcionavam como tais.

O debate que seguiu as palestras, apesar de curto, pois haveria uma outra atividade logo em seguida, abordou também temas que não puderam ser amplamente contemplados durante as exposições dos convidados, por exemplo, a Conferência Nacional de Comunicação que, segundo Albino Rubim, que propôs a questão, tem debatido pouco a Cultura, como se a Comunicação pudesse ser separada da Cultura. Alexandre Barbalho, que também assistia a palestra colocou uma outra questão também nesse sentido: Como está se passando a confluência entre os Ministérios da Cultura e da Comunicação dentro da tendência contemporânea de imbricamento das áreas da Cultura e da Comunicação? Já se consegue perceber algum tipo de integração entre esses Ministérios? Questão para se refletir.
por Maycon Lopes
O ENECULT se despede deixando a maioria dos/as participantes saudosos/as, com um quê de quero mais. Como tudo o que envolve vigor, foi cansativo, mas regozijante, da organização, da produção do evento àquele/a que sequer realizou a inscrição, mas pôde acompanhar as atividades do Encontro.
Como não poderia deixar de ser, um evento marcado pela multidisciplinaridade recepcionou um público também multidisciplinar, cuja composição foi de estudantes, pesquisadores/as de diferentes áreas de conhecimento, produtores/as culturais, militantes das chamadas “minorias”, e demais pessoas que, de alguma forma, se interessam pelo inevitável — e inesgotável — debate da cultura.
Figurinhas trocadas, interesses afins revelados, inquietações levantadas, ou mesmo o compartilhar de uma mesa de bar, tudo por onde permeia a cultura, tudo. O grande e presente público fez da sua presença o reconhecimento do trabalho e dedicação empenhada desde a primeira edição do evento, elemento fundamental para o seu sucesso. Público que fez da sua rotina nesses três dias o trânsito entre a ampla e diversificada programação do ENECULT; Mesas compostas por pesquisadores/as de renome nacional e internacionalmente, lançamentos de livros e coquetel, emocionante aula-show com José Wisnik — a chave de ouro com que fechamos — além de aproximadamente 60 sessões de trabalhos.
A grande novidade sem dúvida foi a transmissão ao vivo das Mesas pela internet e a cobertura jornalística veiculadas pelo nosso blog, que, feliz e surpreendentemente, recebeu, em apenas três dias de evento, mais de 2 mil acessos, possibilitando o conhecimento a respeito das atividades daqueles/as que eventualmente não puderam comparecer ou mesmo de pessoas que acompanharam as atividades então “cobertas”.
Informamos que até a próxima semana ainda disponibilizaremos imagens, vídeos, slides e possivelmente textos que fizemos do evento, até mesmo para matar a saudade que já se faz.
O nosso muito obrigado e até o próximo ENECULT!
A Reitoria da UFBA ficou pequena para o público ansioso por conferir a aula-show de José Miguel Wisnik e Arthur Nestroviski, atividade que marcou o encerramento do V Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura.
A relação entre a letra e a melodia na música foi um dos temas mais marcantes da aula-show conduzida pelos músicos. Wisnick compartilhou com o público a história da criação de algumas de suas composições, como Baião de Quatro Toques, em parceria com Luis Tatit; e Assum Branco, um diálogo com a obra de Luiz Gonzaga. Ao final, cantou junto com o público música criada a partir de um poema de Gregório de Mattos, e foi aplaudido de pé.
Ao final do evento, o Reitor da UFBA, Naomar Almeida, comprometeu-se com os artistas e com o público a trazê-los de volta à UFBA – desta vez, não para uma aula, mas para um curso-show. Segundo o Reitor, a atividade deve acontecer em parceria com o Instituto de Humaniades, Artes e Ciências e com o Instituto de Letras da UFBA.
Por Júlia Salgado e Simone Braz
Na sala 10 da FACOM ás 14h30 aconteceu à mesa “Políticas Culturais”. O tema foi discutido através de três objetos distintos e contando com a presença dos integrantes Karoliny Diniz Carvalho, João Luiz Pereira, Vitor Neves de Souza, e Fabrício Santos de Mattos.

Karoliny Diniz Carvalho trabalhou os barracões de bumba-meu-boi, um projeto desenvolvido pela Secretária de Cultura Municipal de São Luís, que visa utilizar os barracões como espaços de preservação do legado cultural, das festas populares como comemoração e congraçamento, fato de memória e identidade. Relata também sobre novos significados de festas e celebrações populares como bem de consumo turístico.
A semântica cordial – representações da mulher negra no turismo de Salvador foi o primeiro tema discutido na abertura da sessão de trabalhos Gênero e Cultura, às 14h30, na sala 5 da Facom. Os pesquisadores Diego Casaes e Juliana Cunha Costa falaram sobre como discursos, a exemplo do publicitário, tratam a mulher como objeto de consumo e desejo.
Já a cobertura do Jornal El Mercurio sobre Michelle Bachelet, primeira mulher eleita presidente pelos chilenos, foi o tema do estudo apresentado pela estudante de jornalismo da Ufba Renata Inah Vidal. O trabalho é desenvolvido no Grupo de Pesquisa Miradas Femininas, da Ufba.
Duas outras integrantes do Grupo Miradas, coordenado pela professora Linda Rubim, participaram da sessão. Os traços femininos nos grafites de Salvador inspiraram o trabalho Mulheres no Muro, desenvolvido pela mestranda Margarida Morena. Já o cotidiano das redações baianas foi o ponto de partida para a pesquisa Mulheres Jornalistas: percussos e percalços, da mestranda Ana Fernanda Campos de Souza.
A pesquisadora Eliane Maria Chaud encerrou a mesa com o trabalho A Natureza Feminina no Cerrado, sobre as diversas expressões do trabalho de artesãs de Goiás. O objetivo é ressaltar a importância da atividade para a construção e afirmação da identidade histórico-cultural de Goiás.
Questiona Luis Paulo da Moita Lopes – “Não seria essa uma articulação teórica que nos levaria a politizar a vida social, nos permitindo pensar em novas sociabilidades?”
Por Renata Rocha e Fernanda Pimenta
Uma boa notícia para interessados no tema dos observatórios de comunicação e cultura é que o professor Luis Albonoz, da Universidade Carlos III de Madrid, gentilmente cedeu os slides de sua Palestra, para disponibilização em nosso blog.
Vejam aqui!

(Foto: Mariele Góes / LabFoto)
Luiz Paulo da Moita Lopes aborda heteronormatividade e teoria queer a partir da imagem do jogador Ronaldo “Fenômeno” – de conquistador de mulheres às dúvidas sobre a heterossexualidade do jogador, graças ao evento largamente divulgado pela mídia de seu envolvimento de uma noite com travestis.
O fato é um bom exemplo da lógica binária / heteronormativa adotada pela mídia. Os autores Judith Butler e John Austin e a teoria queer servem de apoio à reflexão do palestrante. Lopes explica a compreensão de gênero como performance: somos homens ou mulheres não por causa de uma suposta essência masculiina ou feminina, mas por causa do que fazemos.