Por Juan Brizuela
No último dia do encontro ás 14,30 hs. (sala 9 da FACOM), aconteceu a mesa de trabalhos sobre Gestão, Mediação e Política Cultural. Carregada de palestrantes de excelente qualidade regional e internacional, a mesa começou com o trabalho de Selma Maria Santiago Lima (Secretaria de Cultura de Fortaleza): A gestão cultural como instrumento de desenvolvimento em Guaramiranga, Ceará. Selma ressaltou o baixo porcentagem de municípios com secretaria de cultura própria ( 4% aproximadamente) e como nas cidades pequenas com pouco desenvolvimento a gestão cultural gera um processo de transformação social importante.
Nessa mesma perspectiva as convidadas internacionais, Silvia Aballay e Carla Abendaño (CDE – Universidad Nacional de Villa María, Argentina) avaliaram os resultados de desenvolvimento cultural do programa da Universidade Nacional de Villa Maria, “Cultura para el desarrollo estratégico” (CDE). Silvia trabalha com gestores culturais da provincia de Córdoba desde o ano 1992, procurando formar, qualificar e sensibilizar os atores culturais de diferentes municípios da região. Para as pesquisadoras cordobesas, a gestão cultural não aparece nos próprios funcionários de cultura nem prefeitos, como ferramenta de transformação e desenvolvimento local. Tampouco aparece nas campanhas políticas, nem sequer de modo instrumental. Quando aparece, só faz referencia a alta cultura ou cultura de elite.








a dificuldade da utilização de um único conceito de cultura, a evolução histórica deste conceito e sua ampliação crescente. As conferências estaduais de cultura foram dimensionados e também a necessidade do Estado em trabalhar a cultura em seu conceito mais ampliado. Foi muito interessante para o debate a aparente contradição entre reconhecimento e tolerância. E uma das perguntas do público foi o significado de respeitar as diferenças.