Gênero e Cultura no Enecult

29 05 2009

A semântica cordial – representações da mulher negra no turismo de Salvador foi o primeiro tema discutido na abertura da sessão de trabalhos Gênero e Cultura, às 14h30, na sala 5 da Facom. Os pesquisadores Diego Casaes e Juliana Cunha Costa falaram sobre como discursos, a exemplo do publicitário, tratam a mulher como objeto de consumo e desejo.

Já a cobertura do Jornal El Mercurio sobre Michelle Bachelet, primeira mulher eleita presidente pelos chilenos, foi o tema do estudo apresentado pela estudante de jornalismo da Ufba Renata Inah Vidal. O trabalho é desenvolvido no Grupo de Pesquisa Miradas Femininas, da Ufba.

Duas outras integrantes do Grupo Miradas, coordenado pela professora Linda Rubim, participaram da sessão. Os traços femininos nos grafites de Salvador inspiraram o trabalho Mulheres no Muro, desenvolvido pela mestranda Margarida Morena. Já o cotidiano das redações baianas foi o ponto de partida para a pesquisa Mulheres Jornalistas: percussos e percalços, da mestranda Ana Fernanda Campos de Souza.

A pesquisadora Eliane Maria Chaud encerrou a mesa com o trabalho A Natureza Feminina no Cerrado, sobre as diversas expressões do trabalho de artesãs de Goiás. O objetivo é ressaltar a importância da atividade para a construção e afirmação da identidade histórico-cultural de Goiás.





Gênero, Cordel e Literatura Infantil

28 05 2009

Por Geise Oliveira e Ivna Pires

No dia 28 de maio, às 17h na sala 09 da Facom aconteceu a sessão de trabalhos sobre Gênero e Cultura. Quatro trabalhos foram apresentados, mostrandos faces distintas do tema.

Rocio Castro (Universidade do Estado da Bahia) fez uma reflexão sobre a cultura patriarcal na globalização. Para tanto, houve uma explicação do que seria a cultura ocidental, como esta surgiu e se expandiu. O patriarcado que já é um traço histórico da nossa sociedade, se atualiza no contexto atual através de novas formas, pois segundo a palestrante “mudam as formas, não os conteúdos”.

Vanusa Santos (Universidade Federal da Bahia) desenvolveu a invisibilidade feminina no cordel. A história da mulher como contadora foi demonstrada, desde as histórias transmitidas oralmente até a atualidade, passando pela historiografia que deixou de representá-la.

Marisa Mello (Universidade Federal Fluminense) tratou de gênero, raça e classe na modernidade e subalternidade à brasileira. Foram trabalhados conceitos de cidadania e de hábitos.  Ao longo da palestra, foi explicitado que mesmo a mulher conquistando o mercado de trabalho, a estrutura da sociedade não foi modificada.

Angela Barbosa (Universidade do Estado da Bahia) discorreu sobre literatura infantil e a construção da identidade feminina e masculina. A partir de análises de textos infantis contemporâneos, a palestrante mostrou como estão sendo feitas releituras, reelaboração de personagens e desconstrução de esteriótipos dos papéis de homens e mulheres.

 

Dia: 28 de maio

Horário: 17h às 19h

Local: Facom-UFBA

Sessão de Trabalho: Gênero e Cultura

Participantes: Rocio Castro, Vanusa Santos, Marisa Mello e Angela Barbosa.