Por Renata Rocha
Mais uma novidade em nosso blog! A professora colombiana Marta Elena Bravo, gentilmente cedeu os slides de sua apresentação, que aconteceu na Mesa Redonda I – Estudos da Cultura, na reitoria, no dia 27 de maio.
Por Renata Rocha
Mais uma novidade em nosso blog! A professora colombiana Marta Elena Bravo, gentilmente cedeu os slides de sua apresentação, que aconteceu na Mesa Redonda I – Estudos da Cultura, na reitoria, no dia 27 de maio.
Por Ana Paula Pereira e Windson Souza
O Enecult de 2009 foi fechado em grande estilo na noite de 29 de maio com a Aula Show de José Miguel Wisnik e Arthur Nestrovski, no auditório da reitoria da UFBA. A dupla vem apresentando esta aula por todo o Brasil, tendo sempre um tema diferente pra cada região visitada, as apresentações intercalam música e palestra, envolvendo toda a platéia. As letras foram cantadas por Wisnik, e Nestrovski acompanhou tocando seu violão.

A Aula Show se inicia.
A atração de abertura também foi de grande qualidade, com apresentação instrumental de Lucas e Pedro Robato, ambos integrantes da orquestra sinfônica e ganhadores de prêmios dentro e fora do Brasil. Após a abertura, entrou em cena Wisnik e Nestrovski com a bela canção Tempo sem tempo, seguida pelo Baião De Quatro Toques. Depois, Wisnik informou um pouco sobre o trabalho realizado através das aulas shows no Brasil, e entreteu a platéia como uma divertida canção que dizia: “só duas coisas tem valor na vida: comida e bebida”.

Wisnik cantou e tocou nessa noite de sexta.
Após isto, Wisnik falou sobre os momentos fundamentais da Música Popular Brasileira, e após fazer reflexões sobre a bossa nova e comentar fatos sobre Vinicius de Moraes até Barack Obama, cantou A Felicidade, de Vinicius e Tom Jobim, contando com a apoio vocal da platéia. A música em seguida foi Assum Branco, inclusive foi durante esta canção que Wisnik se sentou ao piano, proporcionando um dos mais belos momentos da noite, interpretando também Assum Preto, de Luiz Gonzaga . A seguir ocorreu um momento de descontração com a divertida música Trio de Efeitos, composta por José Miguel Wisnik e Luís Tatit. Depois de se divertirem, a platéia se emocionou com a próxima canção interpretada, vale a pena destacar o refrão: “Se o homem ama por amar e a mulher ama por amor, quem vai poder nos abraçar e compreender a nossa dor?”. Essa canção foi feita para a montagem da última peça de Nelson Rodrigues, intitulada A Serpente. Ainda aproveitando essa atmosfera, Wisnik cantou Pecado Original, de Caetano Veloso, também baseada em texto de Nelson Rodrigues. Ele destacou a competente capacidade dialógica contida na letra.
A Reitoria da UFBA ficou pequena para o público ansioso por conferir a aula-show de José Miguel Wisnik e Arthur Nestroviski, atividade que marcou o encerramento do V Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura.
A relação entre a letra e a melodia na música foi um dos temas mais marcantes da aula-show conduzida pelos músicos. Wisnick compartilhou com o público a história da criação de algumas de suas composições, como Baião de Quatro Toques, em parceria com Luis Tatit; e Assum Branco, um diálogo com a obra de Luiz Gonzaga. Ao final, cantou junto com o público música criada a partir de um poema de Gregório de Mattos, e foi aplaudido de pé.
Ao final do evento, o Reitor da UFBA, Naomar Almeida, comprometeu-se com os artistas e com o público a trazê-los de volta à UFBA – desta vez, não para uma aula, mas para um curso-show. Segundo o Reitor, a atividade deve acontecer em parceria com o Instituto de Humaniades, Artes e Ciências e com o Instituto de Letras da UFBA.

(Foto: Mariele Góes / Labfoto)
Pesquisadora-coordenadora do Núcleo de Estudos de Gênero Pagu (Unicamp), Larissa Pelúcio fala sobre a Teoria Queer como espaço de luta política que busca a naturalização de uma série de opressões, além da desconstrução de binarismos que enrijecem possibilidades de transformação.
Questiona Luis Paulo da Moita Lopes – “Não seria essa uma articulação teórica que nos levaria a politizar a vida social, nos permitindo pensar em novas sociabilidades?”
Por Renata Rocha e Fernanda Pimenta
Uma boa notícia para interessados no tema dos observatórios de comunicação e cultura é que o professor Luis Albonoz, da Universidade Carlos III de Madrid, gentilmente cedeu os slides de sua Palestra, para disponibilização em nosso blog.
Vejam aqui!

(Foto: Mariele Góes / LabFoto)
Luiz Paulo da Moita Lopes aborda heteronormatividade e teoria queer a partir da imagem do jogador Ronaldo “Fenômeno” – de conquistador de mulheres às dúvidas sobre a heterossexualidade do jogador, graças ao evento largamente divulgado pela mídia de seu envolvimento de uma noite com travestis.
O fato é um bom exemplo da lógica binária / heteronormativa adotada pela mídia. Os autores Judith Butler e John Austin e a teoria queer servem de apoio à reflexão do palestrante. Lopes explica a compreensão de gênero como performance: somos homens ou mulheres não por causa de uma suposta essência masculiina ou feminina, mas por causa do que fazemos.
A educação é tradicionalmente um campo normatizador e disciplinador – “Quem trabalha com educaçõ aprendeu a lidar com certezas”, diz Guacira. Daí que as incertezas contemporâneas desestabilizam a insituição escola, que não está acostumada a lidar com a diversidade sexual.
Apesar disso, o Brasil vez dando passos na direção da construção de escolas que sejam mais acolhedoras da diversidade sexual. Guacira aponta a elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais e da adoção, nas escolas, de ações do programa Brasil sem Homofobia.
A própria Guacira compatilha com a platéia na Reitoria sua experiência como formadora de professores na temática da diversidade sexual.

Antes mesmo do nascimnto, um profissional de saúde já decreta: “é menino”, “é menina”. Feita a nomeação do sexo físico, espera-se que o sujeito que nasceu assuma comportamentos de seu gênero e que desenvolva desejo sexual por sujeitos do sexo oposto.
Em sua fala, que acontece agora no V Enecult, Guacira Lopes Louro aponta o caráter autoritário da heteronormatividade. Desconstruir a idéia de que esta é uma idéia “natural” é essencial para acolher todos os sujeitos que não seguem estas ordens.
“Há quem fuja a esta ordem e inscreva em seus corpos marcas do masculino e do feminino. A ordem nunca está garantida e precisa ser reiterada continuamente”, diz Guacira, que se baseia na obra de Judith Butler.

(Foto: Mariele Góes / LabFoto)
Começa agora a mesa-redonda Cultura, Gênero e Cidadania, com os pesquisadores Guacira Lopes Louro (UFRGS), Larissa Pelúcio (Unicamp) e Luiz Paulo da Moita Lopes (UFRJ), na Reitoria da Ufba. O professor e vice-coordenador do Cult Leandro Colling coordena a mesa.