Skip to content

Na Reitoria, Cultura Digital

28/05/2010

Karla Brunet apresenta convidados da mesa sobre cultura digital

Aconteceu na manhã dessa quinta-feira, 27 de maio, no Salão Nobre da Ufba, a terceira mesa-redonda do Enecult, que teve como tema “Cultura Digital”, e que contou com a coordenação da professora Karla Brunet, do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos (IHAC) da Ufba e com a participação dos conferencistas: Giselle Beiguelman, professora dos programas de pós-graduação em Comunicação e Semiótica e Tecnologias da Inteligência e Design Digital da PUC de São Paulo; Sérgio Amadeu, professor adjunto da Universidade Federal do ABC; e Antonio Lafuente, espanhol e pesquisador do Instituto de História do Centro de Ciencias Humanas y Sociales.

Giselle Beiguelman falou sobre as tendências da criação digital no Brasil, rumo à tecnofagia (relação entre tradição e inovação, ressignificação do cotidiano e articulação entre antigas e novas tradições tecnológicas). Para a pesquisadora, não existiria uma cultura digital e sim um processo de digitalização da cultura como um todo, que tem se tornado irreversível e que, na maior parte das vezes, está ligado a pesquisas fundadas em códigos abertos. A explanação de Giselle foi marcada pela apresentação de uma série de obras condizentes com a cultura digital, dentre elas podemos destacar: O mundo de Jamile; e Suite 4 Mobile Tags.

Já Sérgio Amadeu, deu ênfase a cultura digital como uma prática de reconfigurações e de práticas recombinantes, ressaltando  o processo intenso de digitalização dos meios simbólicos, que representa um processo de meta-linguagem extremamente inovador e com capacidade de avançar por todas as culturas. Ele ainda afirma que uma cultura nada mais é do que recombinações sobre recombinações, e que foi somente no século XX que surgiu o “mito da originalidade”. Um outro ponto abordado foi a concepção e a importância das redes, pelas quais são transmitidas a informação e a interação, superando a hierarquia das formas e os sinais de mercado.

Palestrantes da mesa-redonda sobre cultura digital

Amadeu salientou também que na cultura hacker o importante é superar desafios, e quando isso acontece os frutos são compartilhados com os outros, pois isso é o cerne da internet. Trata-se de uma cultura meritocrática bottom-up, que possibilita a criação do individualismo colaborativo.

Já Antonio Lafuente discorreu sobre a dificuldade de se colocar a cultura do corpo, enquanto instrumento importante na construção de novos negócios no mundo capitalista, na cultura digital, e destacou a existência de duas concepções de corpo: um corpo comum e um corpo para a tecnociência (tecnocorpo).

Anúncios
No comments yet

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: