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Eixo Culturas e América Latina: Sessão Cultura, Políticas e América Latina

03/08/2011

Por Ronali Iris

A mesa sobre Cultura, Políticas e América Latina, coordenada por Clélia Côrtes, contemplou a apresentação de dois trabalhos. Esta sessão trouxe grandes contribuições e possibilidades de discussões para os que ali estavam. Além disso, como o trabalho sobre Políticas Públicas de Comunicação na América Latina (que teria a exposição de Claudionor Damasceno) não foi apresentado, os trabalhos de Adriana Facina e Clélia Côrtes puderam ser aprofundados.

Adriana Facina (professora da Universidade Federal de Fluminense – UFF) junto com Carolina Morais e Patrícia Marcial (estudantes da UFF) apresentaram o trabalho Mapeamento da produção cultural da favela de Acari: aproximações iniciais. A partir do entendimento de que, em geral, as favelas cariocas quando são apresentadas têm como principal aspecto divulgado a violência armada, o estudo realizados busca sair do senso comum abordando outras questões como os movimentos e produções culturais. Assim, o grupo de pesquisa (integrado também por moradores de Acari) é direcionado, inicialmente, para as expressões culturais que envolvem música.

Um dos objetivos da pesquisa é tornar o território da favela de Acari transitado pela população. As pesquisadoras mostraram que, Acari (com 62.000 habitantes), apesar de possuir o pior IDH do RJ (com um histórico de violência armada), possui produções culturais inovadoras. Com a pesquisa de campo, filmagens, fotos e entrevista, espaços como a Quadra do Favo e do Amarelinho (quadra da escola de samba que recebem eventos juninos, de funk, e até cultos religiosos) mostram como a diversidade cultural está presente em um só espaço.

O trabalho Cultura, diversidade e política: transversalidade dos conceitos nas políticas culturais, apresentado por Clelia Neri Côrtes (também coordenadora da mesa), fez uma reflexão sobre as políticas culturais no Brasil. Ela explicou que, na ditadura militar, políticas culturais eram pautadas pela integração da diversidade assimilada e não pelo reconhecimento delas. Com o entendimento da rede de significados de cultura, mesmo diante de avanços legais, ela falou da necessidade de se superar barreiras nacionais ou internacionais encontradas pelas políticas culturais no Brasil.

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