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Eixo Culturas, gêneros e sexualidades: Masculinidades em pauta

04/08/2011

Por Tiago Santana

A proposta dessa mesa é discutir a masculinidade e seus desdobramentos no contexto sócio-cultural brasileiro. Quatro apresentações integraram a sessão de discussões que ocorreu na sala 8 do PAF 3. Anderson Oliveira (Mestrando do Neim) discutiu a criação de centros de educação e responsabilização para homens que agridem mulheres. O pesquisador expôs números sobre os altos índices de violência de gênero e concluiu que, diante da grave situação de vunerabilidade da mulher, é necessária a intervenção do Estado por meio do fomento à políticas públicas de promoção do bem estar coletivo. Anderson expôs o exemplo de Nova Iguaçu no Rio de Janeiro que instalou um Serviço de Educação e Responsabilização para homens autores de violência de gênero.

As atividades prosseguiram com a apresentação do artigo “Processos culturais e pedagógicos de produção, manutenção e modificação das masculinidades: Notas de pesquisa” produzido pelo doutor em Educação Fernando Seffner. A proposta desse trabalho é traçar uma trajetória da masculinidade – desde a vinculação com a naturalidade até a midiatização contemporânea de uma cultura voltada aos homens. Seffner destaca a necessidade de olhar  o fenômeno da masculinidade relacionado às pedagogias do gênero.

“Ânus rebeldes – gêneros normativos”: com um título provocativo, Gilmaro Nogueira (Mestrando em Cultura e Sociedade) apresentou pesquisa com homens no site de relacionamento Disponível.com. O pesquisador discorreu que existem nos perfis do site papeis de gênero que formam uma interpretação da sexualidade pautada apenas no binarismo passividade x atividade. Além disso, Nogueira trouxe como resultado de pesquisa a conclusão de que existe uma rejeição a homens que tenham qualquer tipo de resquício ligado ao que se convencionou como feminino.

Encerrando a sessão, José Carlos Chaves – em trabalho elaborado com Edward McRae – expôs uma antropologia urbana. No artigo, é feita uma análise de homens que fazem sexo com homens em shows de pagode e bares de Salvador. “O jogo da caça: Percursos identitários de homens jovens com práticas homoeróticas” é uma observação participante que aponta uma dicotomia entre homens que fazem sexo com homens (sem necessariamente serem gays) e homossexuais. O trabalho debate como se dão essas relações e como há uma hierarquização baseada em ideais de faixa etária, classe social, raça e performance de gênero.

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