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Sessão Cultura e Representações

05/08/2011

Por Dalila Santos

O último dia da mesa Cultura e Representações foi coordenada pela professora Amaranta Cesar da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), que iniciou as apresentações, e buscou discutir as representações e identidades disseminadas por narrativas audiovisuais.

A sessão teve início com o trabalho Cinema africano, autorrepresentação e identidade cultural. Na exposição, a autora falou sobre a ligação entre cinema africano e as questões da representação, especialmente de grupos minoritários, com a perspectiva de retomada da identidade cultural e social africana. Os diretores dos filmes analisados, Emitai – Deus do Trovão (1971) e Bamako (2006), afirmam a necessidade dos realizadores de cinema trabalharem com as questões sociais e políticas em suas películas.

O estudantes Aline Lisboa, Andreza da Silva e Thiago de Oliveira e a professora Ana Ângela Gomes da Universidade Federal de Sergipe apresentaram o trabalho A perspectiva sócio-cultural dos Estados Unidos na década de 70 pelo filme “Os embalos de sábado à noite”. Na análise, o grupo destacou o contexto sócio-político da época, onde as ideias de coletivismo dos grupos minoritários dão lugar ao individualismo. A liberdade sexual e a indústria cultural são movimentos destacados no filme, de acordo com a pesquisa dos participantes.

Continuando a sessão, a mestranda do Programa de Ciências da Comunicação da Universidade de São Paulo, Mariana Marchesi, realizou a
exposição O corpo aberto da cultura: resistência e hibridação no filme Besouro. Sua metodologia de estudo incluiu a divisão da narrativa em quatro elementos: manipulação, competência, performance, e sanção. A pesquisadora destacou a presença de valores no enredo do filme e a questão do binômio opressão-resistência como elementos importantes na produção. A hibridização dos personagens Besouro e da entidade religiosa Exu é o ponto mais discutido no trabalho.

Encerrando as apresentações, Victor Ribeiro Guimarães, mestrando do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da Universidade Federal de Minas Gerais, discursou sobre A cultura na luta por  reconhecimento: redefinições do funk numa produção audiovisual da rede  jovem de cidadania. O trabalho tem como objeto o vídeo-documentário Baile Funk idealizado por dois jovens da periferia de Belo Horizonte que desejavam dar visibilidade à sua cultura e realidade. O objetivo do trabalho foi investigar a mobilização da cultura como recurso de reconhecimento.

O pesquisador revelou que os grupos culturais da periferia da capital mineira realizam uma grande mobilização cultural, mas sem visibilidade nas mídias. Foram utilizadas estratégias de construção das imagens e do discurso da produção do vídeo, como estratégia de luta por  reconhecimento das pessoas que vivenciam a cultura do funk na periferia.

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