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Cultura e Música é tema de discussão no VIII Enecult

08/08/2012

A primeira sessão de trabalho do eixo Cultura e Música apresentada nesta quarta-feira (08) teve como tema Figurino, drama e música virtual. Na ocasião, foram expostas três pesquisas, que se voltaram para a contextualização dos movimentos da Black Music, Hip Hop e Rock.

Carlos Eduardo Paiva, doutorando em Sociologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), abriu a sessão apresentando o trabalho Black Music no Brasil: identidade negra e indústria cultural, trazendo referências da emergência da indústria cultural no país, iniciada na década de 1930 com a expansão do rádio.

Leandro Oliveira, mestrando em Sociologia pela UNESP, apresentou em seguida o trabalho A fórmula do drama, voltado para a análise das letras do grupo Racionais MC’s. A partir do dialogismo, teoria da linguagem proposta pelo filósofo russo Mikhail Bakhtin, o pesquisador analisou a mudança de postura do grupo a partir do disco de 1998, Vivendo no Inferno. Segundo Oliveira, os discos anteriores dos Racionais MC’s trazem referências ao monologismo ao não darem espaço ao lugar do outro. “Eles se colocam como a voz da periferia, do negro, enquanto do outro lado está a polícia, o branco”, afirma. A letra de Fórmula mágica da paz, do disco de 1998, representa a mudança de postura do grupo, o fim do maniqueísmo, onde nem todo favelado é amigo e nem todo branco é inimigo. “Não identifico o rompimento no discurso, mas uma complexificação dele. Não é um retorno ao que o grupo acha, mas a evidência de que os problemas são mais complexos de que as letras iniciais supunham”, conclui Oliveira.

Maria Claudia Vitoreli, graduanda pela Escola de Artes Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP), apresentou o trabalho A roupa como forma de construção da imagem: o figurino da banda Sex Pistols. O trabalho faz uma análise semiótica e cultural do figurino da banda inglesa, saindo da roupa como texto para pensar nela dentro de um contexto mais amplo. As imagens construídas pelo Sex Pistols foram a rebeldia e a agressividade, próprias do movimento Punk e seu vestuário contribuiu para esta construção.

A sessão foi concluída após a mostra de vídeos das bandas mencionadas nos trabalhos e do debate aberto ao público. O eixo Cultura e Música segue com apresentações até sexta-feira (10), abrangendo trabalhos que discutem o universo da música em sua dimensão histórica, social, cultural, estética e identitárias.

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