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Mesa-coordenada debate a obra de Jorge Amado

08/08/2012

Para inaugurar as comemorações do centenário de Jorge Amado na Universidade Federal da Bahia, o VIII Enecult promoveu, às 16:30, no auditório do PAF III (Ufba), uma  mesa-coordenada sobre Jorge Amado, de forma a apresentar e discutir a obra de um dos maiores escritores brasileiros sob diversos aspectos: a literatura, o cinema e a televisão. O espaço teve a coordenação da professora Nancy Vieira e contou com a participação da coordenadora do Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura, Linda Rubim, que ressaltou a importância da ocasião. “Essa é uma mesa que reforça o diálogo do Enecult com as questões da sociedade, já que procura fazer link com o centenário deste escritor espetacular, que não cabe em classificações e ultrapassa fronteiras. Por isso é que nos sentimos tão lisonjeados em promover este momento”, ressaltou.

O debate sobre Jorge foi iniciado com a fala do professor colombiano Dani Velásquez, que veio à Bahia seduzido pelo imaginário construído por Amado através da naturalidade da sua literatura. Durante a exposição, ele apresentou o trabalho “Jorge Amado e o novo romance Latino Americano: processos de hibridismo cultural”, dissertação de mestrado desenvolvida sob a orientação da professora Ana Rosa Ramos. Através de citações de pesquisadores como Marilena Chauí, Velásquez abordou a cultura como um produto natural dos homens, evidenciando o contraponto estabelecido entre a sua autenticidade e o conceito de civilização.

Em sequência, Bohumila Araújo apresentou a coletânea “Jorge Amado e a sétima arte”, composta por depoimentos, entrevistas, textos e ensaios que resguardam o material coletado durante a VIII Jornada de cinema da Bahia (2001), onde o escritor, falecido um pouco antes do encontro, foi reverenciado. Emocionada, a professora relembrou a homenagem aos 70 anos de literatura de Jorge Amado, apresentou obras cinematográficas inspiradas em obras do autor, a exemplo de Capitães de Areia, Dona Flor e seus dos Maridos e Tenda dos Milagres. Araújo também convidou a todos para conferir a exposição “Jorge e Amado Universal: Um olhar inusitado sobre o homem e a obra”, que chega amanhã (09) ao Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), em Salvador, após atrair mais de 130 mil pessoas em São Paulo. A visitação é gratuita e estará aberta até 14 de outubro.

Quem encerrou a mesa foi a professora Sônia Caldas, responsável pelo trabalho “Gabriela, baiana de todas as cores”. “54 anos após o lançamento do livro, a representação de Gabriela ainda é muito polêmica. A cada adaptação que ocorre existe uma adequação ao que foi escrito e são levantadas questões sobre o casamento, a posição da mulher na sociedade e a visão estereotipada da mulher baiana, abordadas pelo livro”, observou Sônia. Para ilustrar a colocação, a estudiosa narrou comentários publicados na mídia e em redes sociais a partir da novela “Gabriela”, atualmente adaptada pela Rede Globo de Televisão, a fim de exemplificar as distorções incorporadas pela personagem ao longo dos anos e em diversos países, além de questionar sobre a importância de pensar e combater o preconceito racial  adotado nas representações construídas para a personagem de Jorge.

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