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Sessão de trabalho – Culturas, Gêneros e sexualidades

08/08/2012
Transbordamentos Contemporâneos: Visualidade, formação, corpo e roupa é o título do primeiro trabalho, apresentado por Jorge Luis Rodrigues e Aldo Victorio Filho, na sessão de trabalho Gêneros,  sexualidades e corporalidades, que acontecu às 16h.  O objeto do trabalho é o corpo, especificamente a cueca, e a sua representação  na mídia ( designer publicitário em periódicos gays).
A proposta deste artigo é alimentar a discussão da força das imagens na configuração do mundo atual. Reinventar outras compreensões e aproveitar as novas cartografias que emergem do panorama interligado à  “a cueca como fetiche para o consumo e fetiche para o erotismo” -comenta Rodrigues. A roupa de baixo passa a ter um grande destaque, já que as revistas não trabalham com o nu. As cuecas aparecem como próteses, dando uma aparência , um “volume” para trabalhar no erotismo. Segundo Rodrigues, a partir da década de 80, a roupa de baixo masculina deixou de ser elemento secundário no mundo da moda e conquistou certo protagonismo, sobretudo, na mídia gay. Assim, roupa e corpo se amalgamam.
Logo em seguida, Marcia Veiga da Silva apresentou o trabalho com o título  “Uma história de Quitéria: Refletindo sobre Como Corpos “Pesam” no Jornalismo. O trabalho foi realizado em 2009 junto a jornalistas de um programa regional de Porto Alegre, o qual é apresentado por um casal de âncoras. A pesquisa possui como método a etnografia interpretativa e  a técnica de observação participante, cuja apresentação foi baseada no diário de campo. A análise foi inspirada basicamente nos estudos feministas pós-estruturalistas, estudos queer e teorias construcionistas do jornalismo .
A ideia do projeto surgiu a partir da demissão da jornalista do Programa, por estar acima do peso, passando a apresentar notícias consideradas de fácil receptividade pelo público. Porém, o homem, mesmo considerado gordo, permaneceu como âncora, em nada afetando sua posição no jornal. Segundo a autora, o sujeito branco, heterossexual, de classe média é mais valorizado, enquanto a mulher –  abaixo da hierarquia – é valorizada pela sensibilidade, fragilidade, horizontalidde, brincadeira e assistência. A partir disso, Veiga Silva considera que as convenções de gênero, sexualidades, dentre outros, fazem parte dos valores daqueles que produzem esse jornal. Dito de outra maneira, nos jornais têm sujeitos que produzem sentido, que estão imersos em valores do senso comum, estão olhando principalmente a partir daquilo que eles consideram normais. Entre todos, para ela,  os valores chamados heteronormativos prevalecem.
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