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Mesa coordenada discute as Redes Culturais no VIII Enecult

09/08/2012

A mesa coordenada “Redes Culturais Híbridas: o programa Cultura Viva” começou às 14:30 de hoje (09), no pavilhão de  aulas  Glauber Rocha, campus de Ondina. Coordenada por Valéria Labrea, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o debate contou com a participação de Frederico Barbosa (IPEA), Fatima Makiuchi da Universidade de Brasília (UnB), Marcelle Pereira, do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) e Antonia Rangel (do Ministério da Cultura – MinC). A primeira pesquisadora a falar foi Rangel  que fez um retrospecto do programa Cultura Viva e das redes cultuais, destacando a importância dos pontos de cultura e  editais para o fortalecimento dos programas. “Hoje a gente não tem um acompanhamento que consiga sistematizar os resultados dos produtos. Por isso,  estamos em uma fase do programa onde temos desenhado esse sistema com a ideia de aperfeiçoar, aprimorar a gestão e redesenhá-la”, afirmou Rangel.

Em sequência,  Marcele Pereira iniciou a sua apresentação falando sobre a construção em âmbito nacional de uma memória articulada , evidenciando a importância do diálogo em rede para ampliação do programa Pontos de Memória. Segundo Marcelle, os mesmos “são inciativas de memória desenvolvidas por grupos sociais na gestão e no vínculo com a comunidade local”. A convidada também destacou a importância da gestão participativa e da comunidade nesta construção, finalizando a explanação com a  defesa da necessidade de uma politica pública de direito à memória, por meio das redes de Pontos de Memória e museus comunitários.

Para concluir as discussões, Fátima Makiuchi abordou os avanços das redes sociais, que adquiriram um caráter importante no mundo capitalista contemporâneo, com hierarquia e modelo vertical.  Saindo do panorama capitalista Makiuchi destacou a importância da rede solidária como uma iniciativa “compartilhada e que dá um sentido de gestão diferente”,  defendendo que a rede é a opção  ideal, “onde todos são coparticipes”. Segundo a palestrante, o risco que a rede social solidária corre é  de se perder em função da abertura que esta tem para absorver as novas redes, explicando  que “rede é uma sociedade civil organizada” para falar da legitimidade de se representar um grupo.

Fatima alertou para o risco de a rede solidária ser coaptadada pelo estado, argumentando que a autonomia das redes fica comprometida, e fez uma  provocação:  “gostaria de ver uma rede sem investimento, participação e fomento do estado conseguir formular uma de política pública”. Para finalizar, ela ressaltou que “a rede tem que se sentir legítima naquilo que ela constrói com os seus membros”,  questionando sobre como se faz o controle social sem que o estado esteja envolvido. Frederico Barbosa respondeu a provocação na apresentação seguinte dizendo “nem governo ou autonomia”, argumentado que muita coisa acontece com indução ou não do governo. Segundo Barbosa não é o “tudo ou nada” dizendo que nem sempre o capitalismo é do mal. Segundo Barbosa, a politica publica tem que ter a autoridade do estado, ponderando que pode se discutir como as redes se articulam, enfatizando que tem que se definir as redes para  se estabelecer estratégias.

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