Skip to content

Sessão de trabalho debate a relação entre políticas culturais, arte e financiamento

09/08/2012

A segunda sessão de trabalho do eixo Cultura e Políticas Culturais se iniciou às 14h desta quinta-feira (09), contando com a apresentação de cinco pesquisadores.O campo de interação entre cultura e arte foi discutido nas duas primeiras apresentações. Giordanna Santos, doutoranda pelo Programa Multidisciplinar de Pós-graduação em Cultura e Sociedade (Pós Cultura/UFBA), abordou a falta de diálogo entre as políticas para as artes no Brasil, voltando a análise para as áreas do circo, museus e cultura popular, que considera incluídas na grande área do patrimônio. Segundo a pesquisadora, os colegiados setoriais do Ministério da Cultura (MinC) não trabalham de forma transversal. “No Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) era para haver um diálogo maior, mas as pesquisas apontam que ele está falhando não apenas na relação entre governo e sociedade civil, mas também entre os setores”, pontuou. Gisele Nussbaumer, professora do Pós Cultura, apresentou as transformações históricas adquiridas pelo termos cultura e arte, distinções e tensões entre eles e sua influência para a execução de políticas. A professora chama atenção ainda para a inexistência de pesquisas sobre as políticas para as artes. “Não se discute mais o que é arte, discute-se apenas o planejamento de políticas, descentralização, orçamento etc.”, afirma.

Francisco Raniere, mestrando em Administração pela UFBA, caracteriza as políticas culturais como um campo de práticas e conhecimento e afirma ser necessário pensar também nos seus aspectos metodológicos. A transdisciplinaridade dos estudos do campo exige a formação de práticas metodológicas plurais, não rígidas, mas que já tenham respaldo. Alberto Freire, doutor em Cultura e Sociedade pela UFBA, trouxe para o debate a questão do financiamento do setor cultural, apresentando as transformações históricas em suas modalidades, do mecenato ao marketing cultural, e os diferentes aspectos do setor público e privado no que se refere ao investimento. Por fim, Sebastião Soares, doutorando em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), apresenta a asculta social como uma metodologia possível de apreensão dos modos de vida e a rua como âmbito das práticas culturais. “O reconhecimento da cidade passa pelo reconhecimento do outro”, indica.

A falta de continuidade das ações do Ministério da Cultura foi lembrada em diversas ocasiões pelos estudiosos, que afirmam que a gestão atual da ministra Ana de Hollanda não corresponde ao que foi implementado pelo órgão nas gestões de Gilberto Gil e Juca Ferreira. “Há quase um consenso no meio cultural que o MinC pouco avançou nos últimos anos”, pontua Nussbaumer. Após as apresentações, o debate foi aberto ao público, que trouxe questões pertinentes que voltaram a ser discutidas pelos pesquisadores.

Anúncios
No comments yet

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: