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Cultura, Mídia e Relações de gênero são debatidos em Mesa Coordenada

10/08/2012

Relações de gênero e o empoderamento foram temas discutidos no debate da mesa coordenada do segundo dia do Enecult, que aconteceu nesta quinta-feira (09), às 16h, na Sala de Videoconferência, no Pavilhão de Aulas Glauber Rocha (PAFIII).

A mesa foi coordenada pelo pesquisador Marcos Uzel, doutorando do PósCult, que começou a introdução do tema a partir do olhar e contextualização da mulher idosa na sociedade, tema de estudo da pesquisadora Ana Regina Messias, a partir da maneira como elas veem e utilizam a sua autonomia, observando, assim, que cada vez essas mulheres estão mais ativas, fazendo com que a sociedade pense sobre o seu papel na sociedade. Ana Regina analisa, desta forma, que “cada uma de nós (mulheres) sente o envelhecimento de maneira diferente, buscando assim, uma nova possibilidade de reformular seu modo de ver o mundo”.

Nessa perspectiva, o coordenador Marcos Uzel trouxe para debate a construção da imagem pública de uma figura ilustre no cenário do teatro na Bahia, Nilda Spencer, que rompe estereótipos, principalmente relacionados à gênero. Para o pesquisador, a sua estreia como atriz, numa época em que a cidade se atualiza culturalmente e “passa a vivenciar sua mais diversificada, criativa e moderna produção no campo das artes”, quebra barreiras sociais, num contexto social de marcantes movimentos culturais e estudos feministas, que reformula a presença da mulher no mundo. Dessa forma, a atriz Nilda Spencer se coloca, também, como uma mulher revolucionária para sua época, capaz de lutar pelos seus desejos e ideais e reinventar sua carreira.

Ainda retratando a questão do reconhecimento das lutas das mulheres, a pesquisadora em Gênero e Mídia Adriana Jacob Carneiro, tratou da cobertura do Dia Internacional da Mulher. Para ela, a mídia reforça alguns valores, enquanto silencia outros. Este novo contexto também está conectado com o empoderamento da mulher em diversos campos do saber, rompendo estereótipos na abordagem jornalística e propondo novas esferas de discussões da identidade feminina e a imposição de padrões sociais.

Sobre essas relações de poder estabelecidas entre a sociedade, a pesquisadora Denise Bastos de Araújo, acredita que elas também funcionam como mecanismos de submissão, como mostrou em sua análise sobre o protagonismo feminino em “Desmundo” e “Anjos do Sol”. Para ela, as protagonistas são disciplinadas para o seu destino e os homens se tornam seus tutores, reafirmando o contexto de poder baseado em um modelo hegemônico onde a posição do homem é hierarquicamente mais elevada que a da mulher, estabelecendo um modelo de desigualdade.

O debate foi bem recebido pelos ouvintes e rendeu uma discussão após a apresentação de suas pesquisas, focando principalmente a importância dessas discussões como forma de dar visibilidade a bandeiras de lutas das mulheres, desmitificar determinados conceitos que foram construídos durante a história e também mostrar novos significados para a representação da mulher na contemporaneidade.

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