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VIII Enecult debate sobre o Samba de Roda

10/08/2012

A mesa coordenada com o tema “ Samba de Roda do Recôncavo baiano: um debate interdisciplinar” foi realizada hoje (09), no Pavilhão de aulas Glauber Rocha na UFBA. Com a coordenação de Katarina Doring, etnomusicóloga e professora da Universidade Estadual da Bahia (UNEB), o debate contou com a participação de Ari Lima coordenador do Núcleo das Tradições Orais e Patrimônio Imaterial (NUTOPIA-UNEB), Petry Lordelo da Faculdade Maria Milza (FAMAM), e Cássio Nobre da Fundação Cultural. Participante da pesquisa para o tombamento do Samba de Roda como Patrimônio Imaterial e Cultural, Ari Lima destacou na sua fala a importância de patrimonializar o samba de roda e fez um retrospecto do processo para este se tornar patrimônio da humanidade. “Percebemos que os sambadores e sambadeiras depois do tombamento como patrimônio imaterial elevaram sua autoestima”, ponderando que estes continuavam com o mesmo contexto socioeconômico que precisa ser modificado.

Cássio Nobre destacou o papel da viola no samba de roda na Bahia e a importância desta no recôncavo, e pontuou sobre a pesquisa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que colocava o instrumento em questão. “Logo de começo eu vi um plano de salvaguarda para revitalização da viola de machete”, disse Cássio. Na sua fala, Nobre destacou o enfraquecimento da preferência do instrumento industrial em detrimento do artesanal. Nobre relembrou que embora a pesquisa do IPHAN tenha apontado um grupo pequeno, um estudo mais aprofundado revelou pessoas que tinham a viola e ‘aposentaram’, ressaltando, assim, a falta de transmissão, de geração a geração, dos conhecimentos sobre o samba de roda. Segundo Nobre, o advento das religiões neopentecostais e, por ser o samba chula ligado ao Candomblé, são um fatores que interferem na aceitação do samba.

Prety Lordelo explanou sobre “O samba de de roda para além da(o) Capital: garantia do acesso a um Patrimônio da Humanidade” falando da necessidade de se garantir de forma institucional as pesquisas sobre o tema, falando também  de como ocorre a roda de samba e da importância de cada ritual. Lordelo fez uma comparação do modo de vida vivenciado pelas comunidades da cultura popular , [o fazer, o estar junto, a roda] e da necessidade de se inserir no ambiente escolar como forma de confrontar com o modelo sistematizado que presam pela competitividade, individualismo, egoísmo, autoritarismo, desumanidade.

“Existe pouca ponte sobre estudos aprofundados para a educação” ligando com fala de Lordelo sobre o padrão da escola existente no Brasil e no mundo, escolas com padrões sistematizados, Katarina Doring fez uma reflexão sobre o aprendizado dos sambadores durante a infância e da ligação destes com o samba de roda. Doring finalizou sua fala destacando as contribuições do samba de roda para transmissões de saberes. Após a fala dos palestrantes, foi exibido um vídeo sobre samba de roda e iniciado o debate com os participantes.

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