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Mesa sobre Crítica Cultural encerra discussões do VIII Enecult

11/08/2012

Por Carla Prates

Com a presença de Denilson Lopes (UFRJ), Eneida Leal (PUC-RJ; Ufba) e Osmar Moreira Santos (UNEB), a mesa sobre Crítica Cultural, coordenada pela professora Rachel Lima (Ufba), teve início, às 16:30 de hoje (10), no auditório do Pavilhão de Aulas Glauber Rocha (PAF III ). Encerrando os debates do VIII Enecult, o espaço abordou questões como a genealogia da crítica cultural, a transgressão da norma culta e o esvaziamento dos espaços de poder, apresentados a partir de trabalhos desenvolvidos pelos convidados, responsáveis por garantir a riqueza do debate ao englobar questões diferentes e, ao mesmo tempo, complementares.

Para abrir as discussões, Denilson Lopes apresentou reflexões acerca do ensaísmo, destacando a importância desta modalidade para a crítica literária e as ciências sociais. Isso porque, segundo ele, foi o ensaísmo que fundou o seu pensamento mais profundo, através da liberdade da linguagem e do caráter articulador da experiência, que acaba por unir ideias. Outro ponto de destaque da fala foi a profundidade das discussões presentes nos ensaios, que através de uma linguagem simples acaba por debater pensamentos profundos. Denilson também destacou a autobiografia, que apesar de estar “na moda” não pode ser considerada uma simples forma de expor sensações e impressões do autor acerca de si mesmo.  Em suma, foi uma genealogia da Crítica cultural, seguida de uma afecção da crítica literária.

Eneida Leal direcionou o seu discurso para o caminho traçado por ela em direção à crítica. Narrando a experiência que vem sendo vivenciada no Rio de Janeiro, a pesquisadora apresentou questões levantadas pelo trabalho “A crítica cultural e a contribuição milionária de todos os erros”, que pode ser lida como um marcador da diferença entre o presente e o passado e anuncia a transgressão entre a oralidade e a língua escrita. A relação entre língua padrão e a norma culta também foi observada e ilustrada através de poemas, além de exemplos de adaptação da linguagem. convencional. Desta forma, foi polemizada a relação entre a norma culta e a linguagem popular, hoje criminalizada e marcada pela intolerância ao linguajar do outro.

O combate ao significado, abordado por meio da semiótica, também foi discutido através da fala de Osmar Moreira Santos. Na ocasião, foram apresentadas questões acerca da teoria da crítica cultural, englobando o esvaziamento do signo e a técnica de arrombamento, da ocupação dos espaços epistemológicos e dos seus princípios que, dentre outras coisas, questionam o poder de resignificar as significações milenares para, assim, renomear os símbolos já determinados. Todas estas questões foram tidas como caminho para combate as máquinas e às fábricas do capitalismo e, desta forma, intervir na sua hegemonia política e na redistribuição do poder.

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