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Prorrogada submissão de trabalhos para o IX Enecult

03/05/2013

Interessados em participar do IX Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura – IX Enecult terão até o dia 13 de maio para submeter trabalhos ao evento. A comissão científica decidiu pela ampliação do prazo em virtude dos inúmeros pedidos recebidos pela Secretaria nos últimos dias. Serão aceitos artigos individuais ou em co-autoria e mesas coordenadas, a partir do envio do texto completo, através do site http://www.enecult.ufba.br. Devido à prorrogação, o calendário referente à avaliação e seleção de trabalhos também poderá sofrer alterações.

O IX Enecult é, atualmente, o maior evento internacional de pesquisas em cultura do Brasil. As atividades incluem palestras, mesas-redondas, apresentação de trabalhos e lançamento de livros, e ocorrem entre os dias 11 a 13 de setembro, no Salão Nobre da Reitoria da UFBA e no PAF III, no Campus de Ondina, em Salvador – Bahia. Maiores informações no site do evento, ou pelo e-mail enecult@ufba.br e telefone (71) 3283-6198.

Os Encontros de Estudos Multidisciplinares em Cultura são realizados pelo Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (CULT) e pelo Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (Pós-Cultura), ambos da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

IX ENECULT recebe trabalhos até o dia 30 de abril

23/04/2013

Termina no dia 30 de abril (terça-feira), o prazo para submissão de trabalhos para as sessões temáticas e mesas coordenadas do IX Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (IX ENECULT). Nesta nona edição, o evento – que tem como público-alvo pesquisadores, professores, estudantes e profissionais ligados à cultura – acontecerá nos dias 11, 12 e 13 de setembro, em Salvador, Bahia.

As normas para a submissão e demais informações estão disponíveis em www.enecult.ufba.br/. As dúvidas mais frequentes estão esclarecidas no próprio site. Outras informações também podem ser obtidas através do telefone 71 3283 6198 (manhã) ou do email enecult@ufba.br. Os resultados da avaliação serão divulgados no dia 07 de junho e os artigos aceitos serão apresentados oralmente e publicados, na íntegra, nos anais do evento.

O Enecult é uma realização do Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (CULT),  Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (Pós-Cultura), Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos (IHAC), Faculdade de Comunicação (FACOM) e Universidade Federal da Bahia (UFBA).

CULT divulga os Anais do VIII Enecult

26/09/2012

O Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (CULT) divulgou ontem (25), no site, os Anais do VIII ENECULT- Encontro de Estudos Multidisciplinares me Cultura.

A equipe de coordenação informou que, somente os trabalhos apresentados durante o evento foram publicados. Os coordenadores esclareceram também que, a seleção dos trabalhos não garante à publicação on-line. Para conferir os Anais do encontro, o participante deve acessar o site: http://www.cult.ufba.br.

 

 

Certificados do VIII Enecult estão disponíveis

30/08/2012

Informamos aos participantes do encontro que os certificados estão disponíveis, devendo o usuário acessar o site: http://www.enecult.ufba.br com o login e senha. Caso encontre algum impedimento na emissão, o candidado deverá enviar  o e-mail para: enecult2012@gmail.com.

Mesa sobre Crítica Cultural encerra discussões do VIII Enecult

11/08/2012

Por Carla Prates

Com a presença de Denilson Lopes (UFRJ), Eneida Leal (PUC-RJ; Ufba) e Osmar Moreira Santos (UNEB), a mesa sobre Crítica Cultural, coordenada pela professora Rachel Lima (Ufba), teve início, às 16:30 de hoje (10), no auditório do Pavilhão de Aulas Glauber Rocha (PAF III ). Encerrando os debates do VIII Enecult, o espaço abordou questões como a genealogia da crítica cultural, a transgressão da norma culta e o esvaziamento dos espaços de poder, apresentados a partir de trabalhos desenvolvidos pelos convidados, responsáveis por garantir a riqueza do debate ao englobar questões diferentes e, ao mesmo tempo, complementares.

Para abrir as discussões, Denilson Lopes apresentou reflexões acerca do ensaísmo, destacando a importância desta modalidade para a crítica literária e as ciências sociais. Isso porque, segundo ele, foi o ensaísmo que fundou o seu pensamento mais profundo, através da liberdade da linguagem e do caráter articulador da experiência, que acaba por unir ideias. Outro ponto de destaque da fala foi a profundidade das discussões presentes nos ensaios, que através de uma linguagem simples acaba por debater pensamentos profundos. Denilson também destacou a autobiografia, que apesar de estar “na moda” não pode ser considerada uma simples forma de expor sensações e impressões do autor acerca de si mesmo.  Em suma, foi uma genealogia da Crítica cultural, seguida de uma afecção da crítica literária.

Eneida Leal direcionou o seu discurso para o caminho traçado por ela em direção à crítica. Narrando a experiência que vem sendo vivenciada no Rio de Janeiro, a pesquisadora apresentou questões levantadas pelo trabalho “A crítica cultural e a contribuição milionária de todos os erros”, que pode ser lida como um marcador da diferença entre o presente e o passado e anuncia a transgressão entre a oralidade e a língua escrita. A relação entre língua padrão e a norma culta também foi observada e ilustrada através de poemas, além de exemplos de adaptação da linguagem. convencional. Desta forma, foi polemizada a relação entre a norma culta e a linguagem popular, hoje criminalizada e marcada pela intolerância ao linguajar do outro.

O combate ao significado, abordado por meio da semiótica, também foi discutido através da fala de Osmar Moreira Santos. Na ocasião, foram apresentadas questões acerca da teoria da crítica cultural, englobando o esvaziamento do signo e a técnica de arrombamento, da ocupação dos espaços epistemológicos e dos seus princípios que, dentre outras coisas, questionam o poder de resignificar as significações milenares para, assim, renomear os símbolos já determinados. Todas estas questões foram tidas como caminho para combate as máquinas e às fábricas do capitalismo e, desta forma, intervir na sua hegemonia política e na redistribuição do poder.

VIII Enecult debate sobre o Samba de Roda

10/08/2012

A mesa coordenada com o tema “ Samba de Roda do Recôncavo baiano: um debate interdisciplinar” foi realizada hoje (09), no Pavilhão de aulas Glauber Rocha na UFBA. Com a coordenação de Katarina Doring, etnomusicóloga e professora da Universidade Estadual da Bahia (UNEB), o debate contou com a participação de Ari Lima coordenador do Núcleo das Tradições Orais e Patrimônio Imaterial (NUTOPIA-UNEB), Petry Lordelo da Faculdade Maria Milza (FAMAM), e Cássio Nobre da Fundação Cultural. Participante da pesquisa para o tombamento do Samba de Roda como Patrimônio Imaterial e Cultural, Ari Lima destacou na sua fala a importância de patrimonializar o samba de roda e fez um retrospecto do processo para este se tornar patrimônio da humanidade. “Percebemos que os sambadores e sambadeiras depois do tombamento como patrimônio imaterial elevaram sua autoestima”, ponderando que estes continuavam com o mesmo contexto socioeconômico que precisa ser modificado.

Cássio Nobre destacou o papel da viola no samba de roda na Bahia e a importância desta no recôncavo, e pontuou sobre a pesquisa do Instituto do Pratimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que colocava o instrumento em questão. “Logo de começo eu vi um plano de salvaguarda para revitalização da viola de machete”, disse Cássio. Na sua fala, Nobre destacou o enfraquecimento da preferência do instrumento industrial em detrimento do artesal. Nobre relembrou que embora a pesquisa do IPHAN tenha apontado um grupo pequeno, um estudo mais aprofundado revelou pessoas que tinham a viola e ‘aposentaram’, ressaltando, assim, a falta de transmissão, de geração a geração, dos conhecimentos sobre o samba de roda. Segundo Nobre, o advento das religiões neopentecostais e, por ser o samba chula ligado ao Candomblé, são um fatores que interferem na aceitação do samba.

Prety Lordelo explanou sobre “O samba de de roda para além da(o) Capital: garantia do acesso a um Patrimônio da Humanidade” falando da necessidade de se garantir de forma institucional as pesquisas sobre o tema, falando também  de como ocorre a roda de samba e da importância de cada ritual. Lordelo fez uma comparação do modo de vida vivenciado pelas comunidades da cultura popular , [o fazer, o estar junto, a roda] e da necessidade de se inserir no ambiente escolar como forma de confrontar com o modelo sistematizado que presam pela competitividade, individualismo, egoísmo, autoritarismo, desumanidade.

“Existe pouca ponte sobre estudos aprofundados para a educação” ligando com fala de Lordelo sobre o padrão da escola existente no Brasil e no mundo, escolas com padrões sistematizados, Katarina Doring fez uma reflexão sobre o aprendizado dos sambadores durante a infância e da ligação destes com o samba de roda. Doring finalizou sua fala destacando as contribuições do samba de roda para transmissões de saberes. Após a fala dos palestrantes, foi exibido um vídeo sobre samba de roda e iniciado o debate com os participantes.

Mesa sobre Crítica Cultural encerra discussões do VIII Enecult

10/08/2012

Com a presença de Denilson Lopes (UFRJ), Eneida Leal (PUC-RJ; Ufba) e Osmar Moreira Santos (UNEB), a mesa sobre Crítica Cultural, coordenada pela professora Rachel Lima (Ufba), teve início, às 16:30 de hoje (10), no auditório do Pavilhão de Aulas Glauber Rocha (PAF III ). Encerrando os debates do VIII Enecult, o espaço abordou questões como a genealogia da crítica cultural, a transgressão da norma culta e o esvaziamento dos espaços de poder, apresentados a partir de trabalhos desenvolvidos pelos convidados, responsáveis por garantir a riqueza do debate ao englobar questões diferentes e, ao mesmo tempo, complementares.

Para abrir as discussões, Denilson Lopes apresentou reflexões acerca do ensaísmo, destacando a importância desta modalidade para a crítica literária e as ciências sociais. Isso porque, segundo ele, foi o ensaísmo que fundou o seu pensamento mais profundo, através da liberdade da linguagem e do caráter articulador da experiência, que acaba por unir ideias. Outro ponto de destaque da fala foi a profundidade das discussões presentes nos ensaios, que através de uma linguagem simples acaba por debater pensamentos profundos. Denilson também destacou a autobiografia, que apesar de estar “na moda” não pode ser considerada uma simples forma de expor sensações e impressões do autor acerca de si mesmo.  Em suma, foi uma genealogia da Crítica cultural, seguida de uma afecção da crítica literária.

Eneida Leal direcionou o seu discurso para o caminho traçado por ela em direção à crítica. Narrando a experiência que vem sendo vivenciada no Rio de Janeiro, a pesquisadora apresentou questões levantadas pelo trabalho “A crítica cultural e a contribuição milionária de todos os erros”, que pode ser lida como um marcador da diferença entre o presente e o passado e anuncia a transgressão entre a oralidade e a língua escrita. A relação entre língua padrão e a norma culta também foi observada e ilustrada através de poemas, além de exemplos de adaptação da linguagem convencional. Desta forma foi polemizada a relação entre a norma culta e a linguagem popular, hoje criminalizada e marcada pela intolerância ao linguajar do outro.

O combate ao significado, abordado por meio da semiótica, também foi discutido através da fala de Osmar Moreira Santos. Na ocasião, foram apresentadas questões acerca da teoria da crítica cultural, englobando o esvaziamento do signo e a técnica de arrombamento, da ocupação dos espaços epistemológicos e dos seus princípios que, dentre outras coisas, questionam o poder de resignificar as significações milenares para, assim, renomear os símbolos já determinados. Todas estas questões foram tidas como caminho para combate as máquinas e às fábricas do capitalismo e, desta forma, intervir na sua hegemonia política e na redistribuição do poder.

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